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Sei que reescrevo muita coisa do Caio Fernando mas, acreditem, não é por falta do que escrever ou por preguiça de desenvolver tópicos. Claro que tenho uma eterna paixão por ele e por toda a sua bagagem litetária já publicada, e isso confesso abertamente. O negócio é: muita coisa que tenho certa dificuldade para expressar ou trabalhar sobre, encontro em inúmeras frases de inúmeros parágrafos de inúmeros textos dele. Não, já disse, não é preguiça ou falta-de-vontade, é pura admiração. Por ver que ele parece não ter alguma dificuldade em expressar e trabalhar tudo com o que lida. Diferente de mim. Caio desperta em mim um desejo surreal de escrever, de pensar, de elaborar textos que sempre se pensaram em fazer mas nunca com tanta qualidade – exatamente o que me encanta e fascina nele. De forma alguma quero ser igual á ele. Mas, se algum dia me perguntarem, seja hoje, amanhã ou daqui á uma década, quem é que serviu de base e de inspiração pra mim, encherei meus pulmões, colocarei um sorriso completamente sincero no rosto e direi, sem pudor algum: “A única magia que existe é a nossa incompreensão.”
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